Parte 7 – Habilidades dos executivos do futuro

Diretor de TI: criador de vantagens O diretor de TI será o responsável por criar, por meio de base de dados, uma vantagem competitiva para a empresa. Também terá a missão de defender, antecipar, prevenir e responder ataques virtuais sofisticados e de alto risco para o negócio. TRÊS COISAS QUE ELE PRECISARÁ FAZER MAIS 1. Liderar a compilação e a análise de informações, separando as que realmente interessam para cada área, conforme demandado. 2. Conhecer quais são os riscos operacionais dos sistemas e proteger os dados e a propriedade intelectual da companhia. 3. Entrar mais no negócio para entender quais são as demandas e entregar soluções personalizadas e direcionadas para cada área. O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ Conversar com outras áreas. “O pessoal de tecnologia é, normalmente, mais fechado e focado. Mas eles só vão conseguir achar as soluções que as áreas precisam se souberem qual é o problema”, afirma Magui Castro. LIÇÃO DE QUEM CHEGOU LÁ “Há cinco habilidades que acho fundamentais: 1. ser bom comunicador para explicar a tecnologia em desenvolvimento; 2. administrar pessoas; 3. tirar um tempo para mergulhar no negócio; 4. conhecer e se interessar pelas tendências tecnológicas; e 5. entender que o executivo de TI é um agente de mudança e inovação.“...

Parte 6 – Habilidades dos executivos do futuro

  Diretor financeiro: o escudeiro fiel O principal papel do diretor financeiro é ser o es­cudo do presidente, da diretoria e do conselho. É o responsável pelas estratégias e práticas que aumentam o desempenho da empresa. Cuida de identificar e gerenciar riscos, de reduzir custos e zela pelos assuntos de governança. TRÊS COISAS QUE ELE PRECISARÁ FAZER MAIS 1. Liderar e gerenciar o time de finanças, contratando, escolhendo e preparando sucessores e mantendo o alto desempenho. 2. Conquistar a confiança de investidores, demonstrando integridade pessoal, agindo de maneira transparente e determinando padrões éticos altos. 3. Participar do crescimento da empresa, tanto nos resultados orgânicos como por meio de fusões e aquisições. O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ Envolver-se no negócio. “Arrume um tempo e vá conversar com vendas, marketing e jurídico”, diz Magui, da CTPartners. LIÇÃO DE QUEM CHEGOU LÁ “É preciso capturar perspectivas diferentes e procurar oportunidades de negócio para a empresa. Um líder financeiro atrás de uma mesa fazendo planilhas não vai ser suficiente. Ele não pode deixar os números de lado, mas precisa entrar no negócio.” Tiago Azevedo, 34 anos, diretor de finanças da...

Parte 5 – Habilidades dos executivos do futuro

  Diretora jurídica: atacante Acostumado a defender os interesses da empresa e a gerenciar riscos, esse executivo precisará entender as regras do setor e dos países em que a empresa atua para conduzir a companhia dentro da lei. TRÊS COISAS QUE ELE PRECISARÁ FAZER MAIS 1. Traduzir o universo jurídico a favor do negócio, explicando cenários complexos e dando opções claras aos líderes. 2. Gerenciar não só o risco legal mas também a reputação da empresa, aproximando-se da mídia, do governo e dos acionistas. 3. Dirigir e criar novos processos, estruturas e sistemas para diminuir custos com despesas legais. O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ Entender os detalhes da indústria em que atua. “Conhecendo odos os trâmites que estão envolvidos no negócio, o diretor jurídico consegue encontrar os caminhos mais rápidos dentro do emaranhado jurídico”, afirma Magui Castro. LIÇÃO DE QUEM CHEGOU LÁ “Conhecer a operação é fundamental, mas não significa saber tudo. É importante estar cercado de pessoas que tragam pontos de vista e conhecimentos diferentes. Devemos nos adaptar aos colegas que não são advogados, evitando escrever e-mails cheios de palavras rebuscadas.” Carla Andrea Coelho, 45 anos, diretora jurídica da...

Parte 4 – Habilidades dos executivos do futuro

  Diretor de RH: orientador estratégico O diretor de recursos humanos será o responsável por aconselhar não só o presidente mas também todo o nível executivo sobre como atingir os objetivos da companhia usando o recurso mais poderoso: as pessoas. TRÊS COISAS QUE ELE PRECISARÁ FAZER MAIS 1. Aprender a utilizar análises e dados para criar recomendações estratégicas de seleção e gestão de talento voltadas para o alto desempenho. 2. Ter uma perspectiva global e multicultural para entender, atrair, cultivar e inspirar funcionários no mundo todo. 3. Construir um ambiente interno no qual possam ser identificados os mesmos valores, mas que também valorize as diferenças. O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ Aprenda a gostar de números. “O RH precisará ter boa capacidade analítica porque vai ter uma infinidade de dados para cruzar, de modo a extrair o melhor das pessoas”, diz Magui, da CTPartners. LIÇÃO DE QUEM CHEGOU LÁ “O grande desafio da área é conseguir transformar aquele belo planejamento em prática. É preciso entender do negócio e converter todo esse conhecimento que temos em forma de número em ações efetivas, para desenvolver as pessoas e criar uma cultura de sucesso e alto desempenho.” Rogério Bragherolli, 52 anos, diretor executivo de RH da...

Parte 2 – Habilidades dos executivos do futuro

  Presidente do conselho: o influenciador O presidente do conselho será o responsável por garantir a diversidade de ideias e a transparência nas contas da empresa. A função não será mais um cargo para executivos aposentados. TRÊS COISAS QUE ELE PRECISARÁ FAZER MAIS 1. Estar conectado. Ele precisará saber o que de mais novo tem sido feito no mundo e os efeitos para a indústria em que atua. 2. Respeitar e incentivar o debate de ideias diferentes. 3. Ser transparente, ético e não ter nada a esconder. O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ Ter uma conduta perfeita. O presidente do conselho reflete o que é a companhia. “Ele será avaliado sempre por sua ética”, diz Magui Castro. “Experiências dentro e fora do Brasil são importantes para abrir a cabeça”, afirma Sergio Rial. LIÇÃO DE QUEM CHEGOU LÁ “A qualidade de um debate no conselho está diretamente relacionada com a qualidade e a diversidade da experiência dos conselheiros. O papel do presidente é extrair o melhor de cada um, harmonizando e incentivando esse conflito permanente.” Sergio Rial, 54 anos, presidente do conselho administrativo do...

Parte 3 – Habilidades dos executivos do futuro

  Diretora de marketing: vidente de vendas A função de um diretor de marketing não estará mais restrita a fazer um produto atraente e a pensar em oferta e procura. Ele será o responsável também por usar dados dos consumidores e da marca para prever o que o cliente vai desejar amanhã. TRÊS COISAS QUE ELE PRECISARÁ FAZER MAIS 1. Identificar e atrair consumidores com experiências personalizadas usando informações coletadas dos clientes e dos canais digitais. 2. Entender e usar o big data para transformar os dados em vantagem competitiva, trabalhando cada vez mais próximo da área de tecnologia da informação. 3. Desenvolver uma narrativa autêntica para a empresa em que trabalha. O PRIMEIRO PASSO PARA CHEGAR LÁ “O pessoal do marketing vai precisar entender e lidar com números e saber quais realmente importam”, afirma Magui, da CTPartners. LIÇÃO DE QUEM CHEGOU LÁ “Um executivo de marketing precisa ter capacidade de liderança, de se adaptar e de entender dados. Esta última é particularmente importante porque, ao compreender o mercado, você conseguirá fazer escolhas rapidamente e mudar de rumo no meio do processo se a resposta do consumidor não for boa.” Gabriela Onofre, 41 anos, diretora de marketing e comunicação da...

Habilidades dos executivos do futuro | Mariana Amaro, da VOCÊ S/A

  O caminho para o topo Pode parecer um exercício inútil fazer planos de carreira em meio à incerteza da economia, quando tudo parece pouco sólido. Mas um profissional não deve descuidar de suas ambições futuras por causa do cenário atual. Todo mundo deve fazer como as empresas, que usam sua visão de longo prazo como um caminho a ser seguido e fazem ajustes durante o percurso. Para quem projeta ascensão profissional, isso significa olhar quais serão as competências mais importantes para alcançar o topo e desenvolvê-las com o tempo. Um estudo da CTPartners, empresa de recrutamento executivo, feito com companhias de 24 países, inclusive o Brasil, mostra quais serão as habilidades mais importantes dos líderes em 2020. Trata-se de um prazo bom, não muito distante e improvável, nem tão próximo a ponto de ser inviá­vel. VOCÊ  S/A ouviu sete executivos brasileiros que ocupam hoje os principais cargos de sua empresa, e são eles que contam o que fazer para chegar lá. Uma coisa é certa: o desafio é grande e é preciso estar em constante aprimoramento. O que antes levava 20 anos para mudar agora leva dois. “Os executivos fazem parte desse cenário e precisam evoluir com ele”, diz Sergio Rial, presidente do conselho do Santander, de São Paulo. O principal desafio do profissional brasileiro é se inserir mais nos negócios globais. “O executivo nacional precisa se esforçar para atingir esse padrão internacional”, diz Magui Castro, sócia da CTPartners, de São Paulo. Presidente: um bom ouvinte O presidente do futuro é um excelente comunicador e ouvinte. Sua liderança será baseada em conhecimento, intuição e conselhos de colegas. O resultado...

Cuidados antes de o herdeiro assumir o negócio da família | Por Beth Pinsker | Da Reuters, de Nova York

  Clint Morrison descobriu uma grande vantagem ao ir trabalhar na empresa da família após se formar pela Rider University: ele tem um emprego, enquanto a maioria de seus amigos não tem. “Eles ainda estão procurando”, conta Morrison. A empresa da família Morrison, a Benefit Design Specialists, gerencia planos de benefícios a empregados para pequenas empresas e está baseada em Mechanicsburg, Pensilvânia. O pai, Tim, emprega não só o filho mais novo, Clint, como também outros dois mais velhos, com idades de 27 e 29 anos, uma filha, uma cunhada, uma sobrinha e cerca de dez outras pessoas sem graus de parentesco. Qual o segredo de uma empresa harmoniosa com tantos membros da família? “Você precisa encontrar algo que os permita ser criativos, caso contrário eles não conseguirão trabalhar na empresa da família”, afirma o patriarca. Eis algumas dicas para quem quer trabalhar com parentes, segundo especialistas em negócios familiares: Comece em outro lugar Não existem números oficiais sobre quantos “& Sons” ou “& Daughters” existem entre as 28 milhões de pequenas empresas existentes nos Estados Unidos, segundo a Small Business Association, associação que congrega as pequenas empresas. Mesmo assim, um dos professores de negócios de Clint Morrison o aconselhou a não começar na empresa da família. O conselho: comece em outro lugar e adquira conhecimento sobre o setor primeiro. Diante da situação do mercado e do nicho especial em que sua família opera, Morrison chegou à conclusão que isso não seria viável. A estratégia funcionou bem para Laura Salpeter, que se formou em direito e depois trabalhou alguns anos em uma firma de advocacia, para depois se juntar...

Já ouviu falar nos executivos Nimby? Executivos Nimby: quem são, como agem, onde vivem e – mais importante – porque essa espécie pode entrar em extinção (ainda bem!)| Dalen Jacomino, da VOCÊ S/A

  O professor de marketing e gestão Seán Meehan, da escola de negócios IMD, na Suíça, usa a expressão not in my back yard (Nimby), ou “não no meu quintal”, para descrever a reação negativa de profissionais resistentes a mudanças. Num mundo em transformação, essa atitude se tornou motivo de preocupação em empresas. Em entrevista à VOCÊ S/A, Seán explica como aceitar novos cenários. VOCÊ S/A – Onde é mais comum encontrar executivos resistentes? Quanto mais formal e hierárquica a empresa for, mais haverá casos em que o executivo usa a autoridade para barrar novas iniciativas. Não raro ouvem-se reações do tipo: “Não na minha divisão”, assim, de forma verbalizada. VOCÊ S/A – Como agir nessa hora? Assuma que inicialmente as pessoas não são a favor de mudanças, não importa o que digam. E tente conquistar 50% do grupo. Depois encontre uma maneira de fazer com que os 50% que não concordam digam direta e claramente suas posições. Nem estou falando necessariamente das especificidades do negócio, mas sobre as pessoas que não querem mudar a maneira como trabalham. VOCÊ S/A – Profissionais experientes são mais resistentes? Sim. Normalmente, acreditam que trabalharam duro para chegar lá e que proteger o que conquistaram com tanto esforço é fundamental. Só que, um belo dia, alguém chega e diz que a empresa vai entrar em um processo de transformação. Ele, que acreditava que havia alcançado a tão desejada posição e que finalmente teria um descanso, trava. VOCÊ S/A – Durante a crise, o medo das mudanças e até de perder o emprego fica mais agudo. Não seria esse um cenário mais favorável à...

O lado bom da crise | Eugênio Mussak, da VOCÊ S/A

Naquele dia a aula era sobre comportamento empresarial em épocas de instabilidade. O professor falava sobre mudanças na história, mudanças contemporâneas e sobre um caso especial de mudança, chamado crise. — Trata-se de uma situação em que as bases da economia encontram-se fragilizadas, e isso provoca uma reação psicológica nas pessoas e nas empresas, traduzida por incerteza, desconforto e medo — dizia ele enquanto traçava gráficos no quadro branco, mostrando que a crise pode ser resolvida ou agravada, dependendo da reação. Os alunos acompanhavam com atenção inusual, provavelmente porque aquele assunto se referia a uma situação do momento. A crise estava na porta, e todos sentiam incerteza, desconforto e medo. Eram jovens executivos de vários setores, e muitos estavam cursando MBA custeado por suas empresas. O professor continuou, explicando que a crise pode ter origem interna ou externa. Entretanto — e ele insistiu de maneira enfática —, mesmo que a crise tenha sido de origem externa, os gestores (e quem não é) são responsáveis por ela, uma vez que vão ter de resolvê-la e, o mais importante, poderiam tê-la evitado ou minimizado seus efeitos. De repente, lançou mão de um recurso didático curioso: — Se a crise tem uma virtude, é que ela é desconfortável. E, como gostamos do conforto, vamos nos mexer para voltar a ele. Vocês, por exemplo, estão sentados nessas cadeiras que, mesmo estofadas, tornam-se desconfortáveis com o tempo, não é verdade? Para evitar o desconforto, vocês se mexem, buscam variar as posições do corpo. Os alunos se deram conta de que o professor tinha razão, e todos se mexeram um pouco em suas cadeiras. A...
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