E se houvesse uma eleição na sua empresa? | André Caldeira para Exame.com

  Você sabe ao certo o grau de engajamento das pessoas que trabalham na sua empresa ou na equipe da qual você é o gestor? Você tem segurança sobre a sua forma de gestão, para que atrair e desenvolver talentos seja preponderante a trocar e perder profissionais? Se o seu time atual de talentos participasse de uma eleição para decidir sobre a sua permanência no cargo que ocupa, qual seria o resultado? Você seria reeleito para sua posição atual? Ganharia no primeiro turno ou teria que travar uma batalha apertada com algum outro oponente para conseguir permanecer no cargo? Teria que usar táticas de amedrontamento, envolvendo fantasia e medo? Seria sumariamente derrotado? Se sua capacidade de liderança pudesse ser pauta de votação e escolha, qual seria o placar final? Em tempos de eleição e discussão sobre o papel dos líderes nas organizações, precisamos refletir sobre o que cada um de nós pode fazer para engajar mais os talentos com os quais trabalhamos, em prol de melhores resultados individuais e coletivos, para a permanência destes talentos nas empresas, e também para a criação de culturas mais fortes, que se refletem em ambientes profissionais mais saudáveis, atraentes e produtivos. A seguir, elenco alguns pontos que considero fundamentais para construir engajamento e desenvolver talentos nas empresas. Começo com uma lista de requisitos básicos: a. Condições de trabalho – são os aspectos físicos, de limpeza, higiene, iluminação e bem-estar mínimo. Quase como itens de salubridade, que representam as condições mínimas para sua empresa deve oferecer para que as pessoas rendam e produzam. b. Relações interpessoais e pertencimento – grau de integração percebido por seus colaboradores,...

Conflitos – Quando interesses pessoais se desalinham | Sidnei Oliveira para Exame.com

  Como é desagradável ter que lidar com conflitos! Seria perfeito se pudéssemos viver em um ambiente onde as pessoas estivessem sempre em harmonia. Certamente seria muito mais tranquilo e sereno. Poderia, inclusive, ajudar a aumentar a produtividade, pois temos a tendência de produzir melhores resultados quando estamos mais focados, e ninguém merece ter que produzir em uma atmosfera de pressão e confrontos. Só que isso é uma utopia. Conflitos fazem parte da natureza humana e seguem algumas premissas: conflitos sempre acontecem quando há relacionamentos; relacionamentos sempre são pessoais; pessoas agem prioritariamente por interesses próprios. Entretanto, isso traz uma questão: até quando devemos lutar pelos interesses pessoais? A resposta é sempre. Mas isso não é algo fácil de se fazer, pois interesses não se alinham com frequência, e quando há alguma possibilidade de alinhamento, é comum vermos tudo desmoronar e o confronto explodir. Isso acontece porque gostamos de fazer suposições e é aí que tudo começa, pois ao imaginar cenários para tentar evitar conflitos, muitas vezes esquecemos que suposições são só possibilidades e não representam os fatos. Assim, acabamos estabelecendo argumentos que exigem negociações, provocando o confronto de forma antecipada. Quase podemos afirmar que “gostamos de um conflito”. Se observarmos bem os nossos comportamentos, grande parte de nossas interações com outras pessoas são compostas por AFIRMAÇÕES e JULGAMENTOS, que muitas vezes são formulados por suposições – isso provoca ou amplia os conflitos. Portanto, é certo que se adotarmos um comportamento que priorize as PERGUNTAS e evidentemente a AUDIÇÃO, alcançaremos um melhor alinhamento de interesses com o mínimo de conflito. A aplicação dessa “fórmula” é muito fácil de entender na...

Hotel 5 estrelas ou Pensão de beira de estrada? | André Caldeira para Exame.com

  Acabo de tirar uma semana de férias no Chile, para comemorar meu aniversário de casamento. Em Santiago, fiquei com minha esposa em um hotel de ótima reputação, que foi muito recomendado por minha agente de viagens. Chegamos na tarde de uma 6ª feira e o impacto foi surpreendente, o que confirmou a expectativa prévia e elevou a régua do que seria nossa experiência. No sábado de tarde, depois de passearmos pela cidade, voltamos para o quarto por volta das 5 da tarde e, para nossa surpresa, o serviço de limpeza nos “esqueceu”. Tivemos que pedir novas toalhas e arrumar a cama, pois não queríamos ter que esperar no lobby enquanto limpavam o quarto. Ou seja, excluíram o serviço básico que qualquer cartilha de hotel conhece como padrão mínimo de qualidade. Eis que no domingo de tarde, depois de mais um dia passeando pela cidade, voltamos para o quarto para descansar e… adivinhe? Nada de serviço de limpeza, DE NOVO. Então ficou assim: três dias em um hotel cinco estrelas com nenhuma toalha limpa, a mesma cama bagunçada e zero serviço de limpeza pelo qual eu estava pagando (e muito bem). O final da história você já conhece: uma sequencia interminável de “desculpe-nos, senhor”, falta de atenção, falta de iniciativa para qualquer mimo que pudesse tentar amenizar o ocorrido e o pior: a tentativa de colocar a culpa no cliente, com o argumento de que o aviso de “Não perturbe” estava na porta, em todas as vezes (todas? quantas?) que passaram por lá. Ou seja, serviço caro e ruim, falta de postura e excesso de mentiras. O que me...

Tá com medo da crise? Vai com medo mesmo! | Sidnei Oliveira para Exame.com

  E mais uma vez começou o apocalipse do Brasil…Todos falam da crise como se fosse um animal selvagem em uma trajetória incontrolável na tentativa de destruir empregos, empresas e até da sociedade como conhecemos. Novamente “a crise” é o monstro que está destruindo vidas. Observo um crescente medo, especialmente nos jovens,  diante dos possíveis desdobramentos que “a crise” pode trazer. Frases desanimadoras, rostos melancólicos, atitudes conformadas e até mesmo um ar de angústia demostram a total desilusão com a realidade. O efeito disso tudo é devastador sobre o ânimo de qualquer pessoa e faz com que se conclua, que a única e melhor ação seja a de ficar parado e esperar os acontecimentos. Quando externamos nossas expectativas em soluções vindo do campo político, vemos desentendimentos profundos aflorando diante de tantas denúncias de corrupção, revelando que o “jeitinho brasileiro” assumiu proporções inacreditáveis. Como se não bastasse, o povo já demonstra uma visível frustração e uma gigante desaprovação com as decisões do governo eleito há poucos meses. Parece que estamos assistindo a reprise de um filme ruim, e com sutilezas de crueldade, pois  vemos que o roteiro conta com os mesmos personagens e com a mesma história. Realmente o cenário dá medo e como vemos em todas as situações apocalípticas, cada indivíduo  está, egoistamente, lutando pela própria sobrevivência, sem se importar com o restante da sociedade. Será que não aprendemos nada nos últimos anos? Não acredito que tenhamos esquecido da crise de 2008/2009, quando o mundo convulsionava por conta dos malabarismos financeiros dos Estados Unidos, ou então perdemos a memória da crise de 2001/2002, quando o atentado às torres gêmeas...

Estas 7 atitudes podem decretar o seu fracasso profissional | Camila Pati, de EXAME.com

  Estas 7 atitudes podem decretar o seu fracasso profissional | Camila Pati, de EXAME.com São Paulo – Formação técnica, competências práticas – como visão sistêmica e flexibilidade – e perfil comportamental são ingredientes que, equilibrados, formam a base da receita de sucesso na carreira. Some-se aí um ambiente profissional propício ao desenvolvimento e está pavimentada a escada da ascensão profissional, segundo Maximiliano Bavaresco, sócio-diretor da Sonne Branding. Assim, tanto quanto a formação técnica, competências práticas e cultura organizacional, o perfil comportamental é, sim, fator crítico na trajetória de carreira de qualquer pessoa. E, em meio à rotina agitada, muitos profissionais não se dão conta de que pode haver algo de errado na maneira como se portam. “A falta de autoconhecimento e autocrítica é um dos principais problemas que eu vejo hoje no mundo corporativo”, diz Eliane Figueiredo, presidente da Projeto RH. Veja alguns exemplos de atitudes e comportamentos que só vão comprometer o sucesso, segundo os especialistas: 1. Terceirizar a culpa Quando o desempenho e o resultado são aquém do esperado, sempre há quem saia distribuindo a culpa a pessoas ou fatores externos: o mercado que sofreu retração, a Copa do Mundo que atrapalhou, as condições climáticas que surpreenderam. “Deixem de lado a história de terceirizar a culpa. De alguma forma, em tempos fartura ou de crise tem empresas ganhando ou perdendo, executivos sendo promovidos ou demitidos. Todo mundo sabe as dinâmicas do mercado”, diz Bavaresco. 2. Só tomar decisões embasadas em certezas “O grande executivo age em momentos em que não dá para ter certeza”, diz o sócio-diretor da Sonne Branding. Em situações em que ninguém tem...

Aumenta o número de profissionais que não querem ser chefes | Gabriel Ferreira, da VOCÊ S/A

  No início de 2015, a vice-presidente de recursos humanos da Avon, Alessandra Ginante, levou um susto quando descobriu que quase um terço dos estagiários considerados aptos a ingressar no programa de trainee da companhia preferia trocar essa possibilidade por um posto de analista na área em que se sentia mais preparado . “Há pouco tempo, isso era impensável”, afirma Alessandra. “A chance de pegar um atalho para um cargo de gestão tornava o programa de trainee o sonho de todos os estagiários.” Por muito tempo, oferecer a chance de crescimento rápido era a melhor arma que uma grande empresa tinha para conquistar o interesse de profissionais ambiciosos, sobretudo os jovens. Nos últimos anos, entretanto, essa estratégia não tem se mostrado tão eficiente. Isso porque muitos profissionais em idade­ de assumir seu primeiro posto gerencial não demonstram o mesmo interesse por cargos de liderança. “A maior parte desses profissionais pode até dizer que deseja ser diretor porque, em geral, essa é a única opção de crescimento oferecida dentro das empresas”, afirma Danilca Galdini, sócia-diretora da NextView, de São Paulo, empresa parceira no Guia VOCÊ S/A — As Melhores Empresas para Começar a Carreira, publicado nesta edição. “Mas uma conversa com essas pessoas mostra que elas têm uma série de outros planos”, diz Danilca. Essa tendência foi confirmada durante a apuração da edição 2015 do guia. A aversão à chefia não se restringe aos profissionais mais novos. Uma pesquisa com 3 625 trabalhadores americanos de todas as faixas etárias, publicada em 2014 pelo site Career Builder, mostrou que apenas 34% deles desejam posições de liderança. Um dos principais responsáveis por...

4 emoções que te fazem perder dinheiro | Por Priscila Yazbek, da VOCÊ S/A

  As finanças comportamentais estudam as emoções que estão por trás das nossas decisões financeiras. A seguir, uma das maiores estudiosas do tema no Brasil, Vera Rita de Mello Ferreira, consultora independente de psicologia econômica e professora da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), apresenta quatro formas de agir, chamadas de vieses comportamentais pela psicologia, que te fazem cometer algumas boas gafes com dinheiro. Autoconfiança exagerada Esse sentimento é o que te leva a achar que outras pessoas podem se endividar ou perder o emprego, mas não você. Como consequência, você não forma uma poupança para lidar com imprevistos e não mantém sua rede de contatos ativa, afinal seu colega pode ser demitido, mas isso não aconteceria com você. “Para evitar essa autoconfiança exagerada, é preciso ter um contato mais próximo com a realidade, ativar sua rede de networking e prestar atenção aos momentos de angústia, que podem sinalizar que algo está errado”, diz Vera Rita. Aversão à perda Em termos de investimento, aversão à perda é o que faz um investidor insistir em uma ação que está em queda, para evitar a realização do prejuízo. Mas esse comportamento também nos leva a insistir em um emprego no qual as condições estão difíceis porque nós acreditamos que vamos reverter a situação. “A pessoa se apega ao emprego, sem ver que corre o risco de perdê-lo e não ter outro em vista”, afirma Vera Rita. Ainda que a mudança possa ser sofrida, insistir em algo que não faz mais sentido pode ser ainda mais doloroso. Inércia Sabe o famoso: “amanhã eu resolvo isso”? O viés da inércia...

Na crise, empresas avaliam equipes para poder separar o joio do trigo | Por Vívian Soares | Para o Valor Econômico

  Em busca de eficiência e produtividade em um cenário econômico incerto, companhias de todos os portes vêm voltando os olhos para dentro de casa. No último ano, os planos de recrutar e expandir equipes têm dado lugar aos investimentos em programas de avaliação, chamados de “assessment”, e de desenvolvimento de pessoas. O objetivo é separar o joio do trigo na hora de demitir ou promover. “A demanda por assessment nos primeiros quatro meses do ano foi equivalente à que tivemos o ano passado inteiro”, afirma Fausto Alvarez, sócio da Kienbaum, consultoria de recursos humanos. O assessment é uma ferramenta de avaliação de competências e aderência à cultura da empresa, normalmente usada durante o processo de recrutamento, antes de o profissional ingressar na companhia para medir o potencial e definir a trajetória de funcionários e posições-chave. Nos últimos meses, explica Alvarez, a procura por esse serviço vem sendo reforçada pela decisão de algumas empresas de reduzir quadros. “O assessment aponta o potencial de crescimento dos profissionais e, assim, é muito útil em processos de reestruturação.” Segundo o sócio da Kienbaum, nas crises passadas algumas empresas se excederam, cortando pessoas demais ou talentos que poderiam trazer bons resultados no futuro. “É arriscado tomar uma decisão como essa para depois se arrepender. Essa crise pode durar muito, mas também pode se resolver no segundo semestre”, diz. A maior parte da demanda tem como objetivo traçar planos de carreira e garantir o desenvolvimento de profissionais-chave, normalmente em posições de liderança. “Em mercados passando por muitas mudanças, é preciso identificar talentos para traçar seus planos de desenvolvimento”, afirma Leandra Pisciottano, gerente da unidade...

Poupança tem saque de R$ 38,5 bi no 1º semestre, o maior desde 1995 | Por Eduardo Campos | Valor Econômico

  BRASÍLIA  –  A caderneta de poupança registrou saques líquidos de R$ 6,261 bilhões no mês passado, no pior junho da série história do Banco Central (BC), iniciada em 1995. No ano, com resgates em todos os meses, os saques superam os depósitos em R$ 38,541 bilhões, também o pior resultado já registrado para um primeiro semestre. As razões que explicam tal comportamento da caderneta continuam os mesmos: alta da Selic, que torna outras aplicações mais atrativas, perda de renda do trabalhador, aumento do desemprego e elevação de impostos e tarifas que consomem a renda disponível da população. O elevado volume de saques e o efeito negativo sobre o financiamento imobiliário levou o BC a alterar regras de depósito compulsório da poupança liberando cerca de R$ 22,5 bilhões para o financiamento da casa própria. Em junho do ano passado, a captação foi positiva em R$ 3,224 bilhões. Em 2014, a poupança captou R$ 24,034 bilhões, o menor resultado desde os R$ 14,186 bilhões de 2011, após o recorde de R$ 71,047 bilhões visto em 2013. Como os saques no mês superam o rendimento líquido de R$ 4,05 bilhões, o patrimônio da poupança caiu para R$ 646,561 bilhões no mês passado. No sistema de financiamento imobiliário, conhecido pela sigla SBPE, as retiradas líquidas somaram R$ 7,115 bilhões. O saldo total caiu de R$ 507,703 bilhões para R$ 503,757 bilhões, mesmo com a apropriação de R$ 3,168 bilhões em rendimentos. Já a poupança rural, que direciona recursos para o crédito agrícola, teve captação líquida de R$ 854 milhões. O saldo total na modalidade fechou o semestre em R$ 142,804 bilhões, contra...

Processos de contratação estão mais longos, aponta pesquisa | Por Letícia Arcoverde | Valor Econômico

  SÃO PAULO  –  O tempo demandado por processos de contratação aumentou consideravelmente nos últimos anos, de acordo com um estudo do site americano Glassdoor realizado em seis países. Mais empresas estão adicionando novas etapas, como a checagem de referências e testes de habilidades e drogas. Em média, um processo seletivo dura hoje 20,5 dias. Em todos os países, a tendência foi crescente – no geral, o processo aumentou cerca de três dias desde 2009. Nos EUA, por exemplo, a seleção média foi de 13 para 23 dias entre 2010 e 2014. O site analisou mais de 300 mil processos de seleção nos EUA, Canadá, Alemanha, Reino Unido, França e Austrália. O país com o processo mais demorado é a França, onde ele dura em média 32 dias, enquanto o Canadá é o mais ágil, demorando 22 dias. A legislação trabalhista do país costuma influenciar na duração – quanto mais difícil ou caro for contratar ou demitir um funcionário, mais longo o processo. O levantamento também identificiou que quanto maior a empresa, mais tempo é demandado na seleção. Dados dos EUA ajudam a entender o porquê desse aumento – há hoje mais etapas nos processos. A checagem de referências era usada, em 2010, em apenas 25% dos casos. Já em 2014, apareceu em 42% deles. Testes de habilidades também cresceram em popularidade, subindo de 16% para 23% no mesmo período, movimento similar ao uso de testes de drogas (usados em 13% dos casos em 2010 e 23% em 2014). As etapas mais usadas nos processos, no entanto, ainda são as mais tradicionais, como entrevista individual (usada em 68% dos...
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