Um de cada dois líderes é ineficaz. | Paulo Campos para Exame.com

A ineficácia gerencial é extremante cara. Pesquisas realizadas no início do século 21 por especialistas em gestão como Charan (2005), Lombardo e Eichinger (2005), Finkelstein (2004) e Fernandez-Araoz (2001) apontam que 50% dos líderes e gestores são ineficazes. O termo ineficaz é utilizado no sentido amplo que engloba termos como decepção, incompetência, má contratação e fracasso real. Para as empresas, o custo de uma demissão até a contratação chega ser de 15 a 20 salários de um executivo. Esse valor corresponde às indenizações, recrutamento, seleção e ajustes na função. Muitos dos líderes ineficazes começaram a carreia de forma promissora, com bons resultados até que um dia por alguma razão, estagnaram na carreira, foram demitidos e perderam a reputação que conquistaram. Esse fenômeno é conhecido na literatura como descarrilamento. A pesquisa do Center for Creative Leadership (EUA) identificou 5 áreas de problemas associados a líderes que descarrilaram: Problemas com relacionamento interpessoal Dificuldade em liderar uma equipe Dificuldade para mudar ou se adaptar Não cumprimento dos objetivos dos negócios Uma orientação funcional estreita demais. Os problemas de relacionamento interpessoais se apresentam quando os líderes se comportam como autoritários, frios, distantes, arrogantes e que na maioria das vezes trabalham de forma isolada. A dificuldade em liderar uma equipe já começa na seleção de pessoas que leva formar equipes de baixa performance. Outra característica dessa área-problema é a alta rotatividade de funcionários na sua gestão e a inabilidade em lidar com conflitos dentro das equipes. A dificuldade para mudar ou se adaptar ocorre devido ao fato de que os líderes não conseguem aprender coisas novas, mudar a sua mentalidade, não são capazes de...

Até onde seu QI te levará? | Fernando Mantovani para Exame.com

Rick Rosner está entre as 10 pessoas vivas mais inteligentes do mundo. Seu QI (quociente de inteligência) é de 192. Porém, Rick teve uma carreira não muito ortodoxa para um gênio. Ele não conseguiu tanto sucesso quanto seus colegas da lista. Hoje, trabalhando como roteirista, Rosner alega que já foi patinador, garçom, porteiro e até stripper. Não vamos nos aprofundar no fato de que talvez ele tenha escolhido esse caminho ou se é ou não feliz com a vida que tem. Nossa discussão se detém apenas no fato de que QI nenhum é garantia de sucesso ou uma condenação ao fracasso. É verdade que pessoas com uma inteligência acima da média têm tecnicamente mais chances de êxito na vida profissional. Mas também é verdade que, às vezes, deixam a desejar na habilidade de se relacionar com as próprias emoções e as de outras pessoas. E essa habilidade – conhecida como QE (quociente emocional) é, cada vez mais, valorizada no mundo corporativo. Daniel Goleman, psicólogo e escritor norte-americano especialista em inteligência emocional, por vezes fala em “empatia cognitiva” – a forma de ver o mundo pelos olhos dos outros. Para mim, claramente, é ela quem tem papel direto no nível de sabedoria, e não de inteligência, de um professional. Ao adotar esse comportamento conseguimos compreender o porquê de certas atitudes, principalmente quando elas acontecem em momentos de estresse. A forma como se faz uma análise de si mesmo e o impacto de suas ações sobre as pessoas que trabalham ao seu redor são o verdadeiro fator de sucesso da maioria dos profissionais que se destacam ao longo de sua carreira....

Muda regra para não residentes no Brasil pagarem IR | Exame.com

  Brasília – A Receita Federal esclareceu como deve ser o procedimento para definir a incidência do Imposto de Renda sobre as aplicações financeiras de pessoas físicas que, em algum momento, ganharam a condição de não residentes no país, mas retornaram ao Brasil. Segundo a Receita, a explicação foi necessária porque houve casos de pessoas físicas residentes no Brasil que, para gozar do regime especial de tributação dos estrangeiros, apresentaram a Comunicação de Saída Definitiva do país às instituições financeiras que eram suas responsáveis tributárias, sem apresentá-la também à Receita Federal. Segundo a Receita, agindo assim, os contribuintes aproveitaram-se das isenções concedidas a estrangeiros e evitaram a incidência do Imposto de Renda sobre os ganhos obtidos em aplicações financeiras. O regime especial de tributação dos estrangeiros permite benefícios como isenção nas aplicações em bolsa e em títulos públicos, por exemplo. Para resolver a situação, o órgão explicou que só haverá direito ao regime especial no caso de apresentação da Comunicação de Saída Definitiva do País que tenha sido entregue à Receita. Também é necessário o pagamento do imposto incidente sobre os rendimentos obtidos até o dia anterior ao da aquisição da condição de não residente. A decisão foi publicada hoje (20) no Diário Oficial da...

Brasil lidera de longe ranking de maiores juros reais | Exame.com

  São Paulo – O Copom anunciou hoje a manutenção em 14,25% da taxa de juros básica da economia, a Selic. É a quarta vez que a taxa fica inalterada. A decisão se tornou uma das mais aguardados dos últimos tempos por causa da carta divulgada ontem de manhã pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em um gesto bastante incomum na véspera de uma decisão. Tombini disse que as novas previsões do FMI (Fundo Monetário Internacional) de recessão de 3,5% em 2016 e crescimento zero em 2017 eram “significativas” e que todas as informações disponíveis até a data seriam levadas em conta pelo Copom. Analistas avaliaram que depois de declarações na direção de mais aperto monetário, o BC cedeu a pressões e buscava com a carta uma forma de justificar manutenção ou uma alta menor da taxa (que acabou se concretizando). A taxa de juros reais do Brasil, que desconta dos juros nominais a inflação dos últimos 12 meses, está em 6,78% . É de longe a maior entre os 40 países de um ranking formulado pela Infinity Asset Manegement e o site MoneYou. Em seguida vem Rússia (2,78%), China (2,61%), Indonésia (2,29%) e Filipinas (1,27%). Em último estão Dinamarca (-2,02%), Argentina (-8,87%) e Venezuela (-58,59%). A média geral é de -1,8%. A posição do Brasil foi determinada não apenas pelos juros altos mas também pela divulgação da inflação em 2015, que segundo o IBGE ficou em 10,67%, maior taxa desde 2002. Veja os 40 países do ranking e os juros reais em cada um (juros nominais menos a inflação dos últimos 12 meses): País Juros reais 1...

6 lições sobre investimentos do filme “A Grande Aposta” | Marília Almeida, de EXAME.com

    São Paulo – “O que nos causa problemas não é o que não sabemos. É o que temos certeza que sabemos e que, no final, não é verdade”. A citação do escritor americano Mark Twain, que aparece logo no início do filme “A grande aposta”, em exibição nos cinemas desde o dia 14, resume uma importante lição do filme: nos investimentos, a certeza desvinculada de fatos concretos é mais prejudicial do que a dúvida. Baseado no livro-reportagem do jornalista americano especializado em finanças Michael Lewis, o filme do diretor Adam McKay recebeu cinco indicações ao Oscar deste ano. “A grande aposta” conta a história de quatro investidores que ganharam muito dinheiro ao antecipar a bolha imobiliária e, consequentemente, o colapso do mercado financeiro americano, que culminou na crise de 2008 (relembre a crise financeira de 2008-09). Os personagens retratados no filme conseguiram descobrir, de maneiras diferentes, como títulos ligados a hipotecas, e oferecidos por grandes bancos, não eram tão seguros como se alardeava. Eles previram que esses investimentos poderiam ter um desempenho extremamente negativo diante de um eventual aumento da inadimplência no pagamento desses créditos, concedidos de forma irresponsável a americanos que claramente não tinham capacidade financeira de arcar com as prestações. Nesse cenário, os quatro investidores apostaram que a rentabilidade desses títulos, considerados muito seguros, iria despencar quando a inadimplência aumentasse, já que as taxas desses créditos seriam fortemente reajustadas para cima ao longo do tempo. À primeira vista, o roteiro pode parecer distante do pequeno investidor, já que os personagens retratados são gestores de fundos, consultores de investimentos, donos de corretora e grandes investidores. Mas...

Qual é a força de um contrato de união estável? | Priscila Yazbek, de EXAME.com

Dúvida do internauta: Em 2003, passei a morar com um homem. Após 11 anos, ele fez um contrato de união estável com data retroativa, indicando que nossa união começou em 2003 e que eu abria mão dos meus direitos enquanto companheira (50% dos bens adquiridos durante a união). Esse contrato teve apenas o reconhecimento de firma das assinaturas em cartório e não foi feita uma escritura pública de separação total de bens.   Minha dúvida é se esse contrato poderia ser revisto na Justiça de forma que eu pudesse reivindicar 50% dos bens adquiridos durante a união estável.    Resposta de Rodrigo da Cunha Pereira*:    O contrato de união estável não exige grandes formalidades, portanto ele é válido. Entretanto, há polêmica no próprio meio jurídico se ele tem efeitos retroativos.   Eu, particularmente, entendo que sim. Mas o assunto é mesmo bastante polêmico e não há uma resposta única e absoluta, pois não está escrito na lei se ele retroage ou não retroage. São duas teses antagônicas, mas ambas defensáveis.   Vale lembrar que a união estável é, como se diz no jargão jurídico, um ato-fato jurídico. Em outras palavras, se a relação amorosa entre duas pessoas chegou a constituir um núcleo familiar, ela será considerada uma união estável, independentemente de qualquer formalidade, que é o que acontece com a maioria dos casais. E neste caso, automaticamente, o regime de bens entre o casal é o da comunhão parcial de bens.   Uma das grandes dificuldades da união estável hoje é saber qual o momento em que ela começa, já que os namoros de hoje têm características muito próximas da união estável, portanto existe...

Tesoura afiada – 9 empresas que apertaram o cinto de forma criativa na crise | Por Luísa Melo, de EXAME.com

  São Paulo – Em tempos de crise, cortar e ajustar se tornam verbos prioritários para a maioria das empresas. E, muitas vezes, a tesoura é usada em medidas óbvias, como a redução de funcionários, salários e produção. Banco do Brasil e o home office Permitir que os funcionários trabalhem de casa pode até ser um benefício concedido pela empresa para agradá-los, mas não apenas. A medida também proporciona a economia de dinheiro. Não foi à toa que o Banco do Brasil decidiu adotar o home office em caráter experimental em maio. De acordo com estudos do banco, cada funcionário no sistema de trabalho remoto aumenta em 15% a própria produtividade e gera uma economia de 17%. GOL e os aviões alugados para a concorrência Com a queda na demanda por viagens dentro do país, a GOL precisou diminuir sua capacidade em 14% desde 2011. Para este ano, a projeção é enxugar em mais 1%. Assim, para não deixar aviões parados, a empresa decidiu alugá-los para a concorrência. Hoje, 7 deles são operados por outras companhias na Europa. Petrobras e os cortes de cursos e viagens Apesar de cogitar reduzir jornada e salários, a Petrobras também começou a fazer ajustes alternativos. No início do mês, a estatal divulgou que pretende economizar até 12 bilhões de dólares com despesas de funcionários, como cursos e viagens. A Petroleira não explicou, porém, como chegou nessa cifra. Fleury e o combate aos desperdícios Desde 2013, o Fleury tem controlado seus gastos de forma mais rigorosa. Uma das fontes de economia do laboratório foi o “orçamento matricial”. Trata-se de um processo de controle de...

6 características nada tradicionais de empresas do século 21 | Luísa Melo, de EXAME.com

São Paulo – A internet não transformou apenas a maneira como as pessoas se comunicam. A infinidade de dados gerados na rede – e as diversas possibilidades de cruzamento entre eles – também deu origem a novos mercados e fez com que empresas consolidadas tivessem que se reinventar para sobreviver. Desde a forma de contratar até a de gerir o caixa, veja seis características marcantes das companhias do século 21, compiladas e publicadas pelo editor da revista Fortune, Alan Muray. 1. Elas não têm tantos ativos físicos quanto antes A Fortune evidencia empresas que faturam alto e acumulam poucos bens físicos – ou quase nenhum. O Alibaba, maior varejista do mundo, por exemplo, não fabrica produtos. O Airbnb, maior provedor de hospedagem do mundo, não é dono de nenhum imóvel ou hotel. O Uber, maior serviço de transporte do mundo, não possui um carro sequer. 2. Elas valorizam o capital humano como nunca De posse de poucos ativos, os funcionários – e suas habilidades e conhecimentos – passam a ser praticamente tudo o que as companhias têm. A revista ressalta que saber identificar aqueles que são essenciais e reconhecê-los é decisivo. “Eles são a empresa”. 3. A natureza do emprego é diferente A Fortune alerta que esse tipo de economia em que indivíduos comercializam seus bens ou serviços próprios online (como acontece no Airbnb) ainda vai crescer. E, com isso, os empregos tradicionais devem diminuir. “John Chambers, ex-presidente da Cisco, prevê: ‘logo teremos enormes empresas com um ou dois empregados – o presidente e o diretor financeiro’. Um exagero, talvez, mas nem tanto”, escreveu o editor Alan Muray. 4....

Woody Allen e motivação para o trabalho | André Caldeira para Exame.com

  Woody Allen uma vez disse que “80% do sucesso está em se fazer presente”. No contexto de uma audição ou teste para um papel, faz todo o sentido. Mas e no universo do trabalho e das empresas? Basta estar de corpo presente? Dando sequência ao meu texto da semana passada sobre Felicidade no Trabalho, e ainda inspirado pelo livro de Alexandre Teixeira (Felicidade S/A), respondo à pergunta acima com uma frase de Nietzsche: “O que debilita mais rapidamente do que trabalhar, pensar, sentir sem uma necessidade interna, sem uma profunda escolha pessoal, sem alegria, como um autômato do dever?”. Que tipo de resultados podemos esperar de profissionais desmotivados, que fazem de forma automatizada o check-in/check-out diário no trabalho, vivendo umasequência interminável de 2as feiras? Qual o grau de criatividade e inovação que se pode esperar de profissionais que já se demitiram emocionalmente, mas que permanecem em seus empregos atuais somente pela necessidade do holerite no começo do mês, em um autêntico quadro de piedade patrocinada? Grandes pesquisas internacionais (Towers Watson, Gallup, Aon entre outras), com bases estatísticas muito representativas e realizadas em diversos países, apontam para índices alarmantes de baixo engajamento ou mesmo falta de engajamento:entre 50 e 85% de profissionais apresentando baixo grau de satisfação com seu trabalho atual. Vale lembrar que a falta de engajamento pode ser vista sob duas perspectivas: a do trabalho desinteressante e a da vida pessoal quase inexistente. Pois se não gosto do que faço no trabalho, me sinto desengajado. Por outro lado, se gosto do que faço, mas trabalho muito e quase não tenho tempo para minha vida pessoal (família, tempo para mim mesmo, etc.), também posso me...

Famintos por tempo | André Caldeira para Exame.com

  Time Famine é uma expressão recente que diz muito sobre a rotina que vivemos hoje em dia. Trata-se da fome, quase desesperada, que temos, nos dias de hoje, por mais tempo. Queremos mais tempo para trabalhar e produzir. Mais tempo para socializar nas redes sociais. Para nossa vida pessoal. Tempo até para conseguir apreciar, de fato, o que conquistamos ou o que compramos com o dinheiro que ganhamos. Mas até para isso, paradoxalmente, também não temos tempo. Afinal, a conquista de hoje é quase que imediatamente sufocada por tudo o que temos que tentar entregar amanhã. Ou daqui a pouco. Os dias viram horas. As semanas viram dias. Piscamos e meio ano já passou. Estamos sempre ocupados, trabalhando muito, respondendo a infinitos e-mails, fissurados por uma rotina de correria e afazeres táticos. Sempre correndo para lá e para cá, ansiando pelo dia de amanhã, quando poderemos, quem sabe, ter mais tempo e aproveitar a vida. Gertrude Stein tem uma frase maravilhosa sobre essa ilusão – There is no there there… Mas eis que o paradoxo aumenta: quanto mais tempo queremos, pior administramos o que temos, de fato. Quanto de nosso tempo no trabalho é usado para assuntos importante, ligados à estratégia e inovação? Estou falando de temas que podem gerar uma diferença significativa em termos de performance, competitividade e resultados para as empresas. Inúmeras pesquisas apontam para a frustração de CEOs e diretores de empresas sobre a falta de tempo adequado dedicado a temas cujo impacto seria muito maior em seus negócios a longo prazo. Ao invés disso, estamos ocupados com as reuniões intermináveis, as centenas de e-mails que respondemos...
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