Sabe o que é ancoragem? – Por Samy Dana, Você S/A

  São Paulo – Em lojas de automóveis, o consumidor sempre é abordado por um solícito vendedor que responde a todas as perguntas e mostra os diversos modelos disponíveis, mesmo os que não estão no radar do comprador. A atitude do vendedor parece solidária, mas pode conter uma segunda intenção: convencê-lo de que o valor do automóvel oferecido é realmente justo em comparação com outros veículos. Por não possuir capacidade completa de avaliar os benefícios de cada carro e o preço a eles equivalente, o consumidor acaba por utilizar, mesmo que não intencionalmente, o preço dos outros automóveis, sugeridos pelo vendedor, como parâmetro para definir sua compra. Essa estratégia é conhecida em finanças como ancoragem e tem por objetivo induzir o indivíduo a apoiar-se em alguma informação para fazer avaliações sobre o desconhecido. Com base nela, muitos comerciantes conseguem que seus clientes paguem preços muito superiores do que pagariam sem essas informações. A abordagem funciona muito bem, e pode influenciar fortemente a decisão do consumidor. Para quem está atento, é possível obter bons resultados tomando algumas medidas durante as compras, começando por pesquisar preços e condições de pagamento. Em raríssimos casos o vendedor dispensará um comprador interessado, havendo sempre espaço para barganha. Um bom negociador, que insiste e não se abala com minutos de silêncio, sempre paga mais barato. Por isso, é importante manter a calma, sugerir preços e condições adequados, esquecer o medo e a vergonha e, principalmente, praticar para conseguir pagar cada vez...

Como proteger seu futuro – Por Danylo Martins, via Você S/A

  São Paulo – Ganhar um dinheirinho extra para a aposentadoria com o investimento em previdência privada está mais difícil. A combinação de baixo crescimento econômico com inflação e juros altos fez com que essas aplicações tivessem retorno negativo ou abaixo da inflação nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo. Esse mesmo cenário permanecerá afetando os investimentos e testando os nervos do poupador da previdência privada nos próximos meses, segundo os especialistas ouvidos pela VOCÊ S/A. O relatório com as expectativas do mercado, divulgado no fim de julho pelo Banco Central, mostra que os analistas esperam crescimento de apenas 0,9% da economia neste ano e de 1,5% no ano que vem. Mas como explicar esse quadro? De acordo com o professor Ricardo Rochman, da Escola de Economia de São Paulo da FGV, o governo não tem conseguido controlar a inflação e, para tentar contê-la, elevou os juros. “Isso beneficia a renda fixa, mas desfavorece a renda variável”, diz. Para ter uma ideia, no primeiro semestre o Ibovespa registrou valorização de 3,22%, enquanto o IMA-B, um dos principais indicadores de renda fixa medido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), alcançou rentabilidade de 9,52% no mesmo período, puxando ainda mais para cima o retorno dos fundos de renda fixa. Mas nem mesmo os fundos dessa categoria ficaram imunes ao cenário atual da economia. “Os fundos de previdência, em geral, apresentaram um resultado ruim. Os que têm lastro em renda variável sofreram com a instabilidade do cenário. Já os de renda fixa foram afetados negativamente pelas mudanças feitas nas...

Manter-se na ativa rende mais que a previdência: “baby boomers”, geração de quem tem mais de 50 anos, estão começando negócios e adiando a aposentadoria. Por Frank Miller | Da Reuters.

  Chris Farrell tem uma dica quente de investimento em aposentadoria para você, mas não se trata de uma ação ou um bônus. Farrell quer que você aplique em si mesmo. Em seu novo livro, “Unretirement” (Editora Bloomsburry), ele afirma que o desenvolvimento de habilidades que possam ajudar você a ter uma renda depois da idade tradicional de aposentadoria oferece um retorno melhor sobre o investimento do que qualquer instrumento financeiro – e isso pode ajudar a transformar a economia americana, no momento em que ela continua se recuperando da Grande Recessão. Farrell é colaborador sênior da área de economia na rádio pública ” Marketplace “, e editor-colaborador da ” Bloomberg BusinessWeek “, além de colunista do jornal ” The Minneapolis Star Tribune “. Em uma entrevista recente, pedi a ele para descrever sua visão de “não aposentadoria”. Como o senhor define “não aposentadoria”? Chris Farrell: “Não aposentadoria” diz respeito ao impacto financeiro de se trabalhar mais. Se você pode continuar trabalhando com bem mais de 60 anos mesmo ganhando uma renda menor com um trabalho de meio período, você conseguirá mais no período de um ano do que ganharia com a previdência. Isso muda o quadro final – e não só a renda. Você não precisa usar seu pé-de-meia durante esses anos e poderá aumentá-lo. E você também poderá esperar de maneira realista para reivindicar a Previdência Social quando tiver entre 66 e 70 anos, dependendo de sua saúde e das circunstâncias pessoais. Quais as ferramentas e estratégias essenciais para as pessoas que tentam descobrir como não se aposentar? Por onde devem começar? Farrell: A coisa mais importante...

Quatro motivos para desistir de tentar acertar o melhor momento para investir – Por John Wasik | Da Reuters

  Com o aumento significativo do nível de angústia mundial, há milhares de motivos para ficar nervoso com as ações. Mas isso não deve obrigar você a acertar sempre o melhor momento para comprar ou vender ativos na bolsa – em vez disso, concentre-se em sua prosperidade e felicidade. Como descobriram os pesquisadores Justin Wolfers e Betsey Stevenson, da Universidade de Michigan, em estudo sobre economia e felicidade, existe forte ligação entre o aumento da renda e níveis autorrelatados de satisfação com a vida e felicidade. Embora o dinheiro não seja, certamente, o único ingrediente de uma vida feliz e próspera, ele pode, sem dúvida, aparar muitas de suas arestas. A seguir, quatro lembretes sobre por que você não deve permitir que a ansiedade do mercado se aposse de você: 1 – As ações seguem ciclos, mas a maioria dos analistas é vergonhosamente ruim em prever quando esses períodos começam e terminam. Examinemos, por exemplo, o ano de 1982, quando o S&P 500 encerrou um ciclo de queda de 63% iniciado em 1968, no auge da Guerra do Vietnã e de uma agitação social generalizada. No início da década de 1980, Ronald Reagan era o presidente dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) combatia energicamente a inflação e poucas pessoas tinham ações em seus planos de previdência privada. No período de otimismo do mercado que começou naquele ano, as ações subiram cerca de 666% até o auge da bolha das pontocom, em 2000. Quem estava tão otimista em 1982 a ponto de prever 18 anos de mercado comprador? Compare essa situação com o que...
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