Até onde seu QI te levará? | Fernando Mantovani para Exame.com

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Rick Rosner está entre as 10 pessoas vivas mais inteligentes do mundo. Seu QI (quociente de inteligência) é de 192. Porém, Rick teve uma carreira não muito ortodoxa para um gênio. Ele não conseguiu tanto sucesso quanto seus colegas da lista. Hoje, trabalhando como roteirista, Rosner alega que já foi patinador, garçom, porteiro e até stripper.

Não vamos nos aprofundar no fato de que talvez ele tenha escolhido esse caminho ou se é ou não feliz com a vida que tem. Nossa discussão se detém apenas no fato de que QI nenhum é garantia de sucesso ou uma condenação ao fracasso.

É verdade que pessoas com uma inteligência acima da média têm tecnicamente mais chances de êxito na vida profissional. Mas também é verdade que, às vezes, deixam a desejar na habilidade de se relacionar com as próprias emoções e as de outras pessoas. E essa habilidade – conhecida como QE (quociente emocional) é, cada vez mais, valorizada no mundo corporativo.

Daniel Goleman, psicólogo e escritor norte-americano especialista em inteligência emocional, por vezes fala em “empatia cognitiva” – a forma de ver o mundo pelos olhos dos outros. Para mim, claramente, é ela quem tem papel direto no nível de sabedoria, e não de inteligência, de um professional. Ao adotar esse comportamento conseguimos compreender o porquê de certas atitudes, principalmente quando elas acontecem em momentos de estresse.

A forma como se faz uma análise de si mesmo e o impacto de suas ações sobre as pessoas que trabalham ao seu redor são o verdadeiro fator de sucesso da maioria dos profissionais que se destacam ao longo de sua carreira. Muito estudo, dedicação e esforço são os outros ingredientes dessa receita.

Em 03 de setembro do ano passado, a inglesa Lydia Sebastian, de apenas 12, obteve a maior nota possível em um teste de QI. Será ela uma futura executiva de sucesso? O futuro nos dirá.


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